Lugar Certo

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Crônica de uma postagem anunciada

isso tem a ver com meu trabalho. e também tem a ver com esse texto do Ivan Lessa.

eu escrevo roteiros de videoaulas. e calhou que, nos últimos tempos, por benção do Criador e da tabela de prazos de entrega, voaram até minha mão materiais de linguística e leitura. e uma desses materiais é sobre gêneros textuais.

fiquei com isso na cabeça até a noite. me lavei e os gêneros foram ralo abaixo cercados de xampu.

daí no outro dia eu li a tal coluna do Lessa. invejado dele, pensei que queria escrever daquele jeito. e faísca!

o blog não é um diário virtual, informação que se repete mais que as descidas de Sísifo na imprensa especializada em informar os pais sobre o que seus filhos fazem tanto no computador.

e quando surge um novo meio de comunicação, os outros se reorganizam e descobrem novas utilidades.

exemplifico: depois que o Twitter entrou no lugar das postagens curtas e dicas de vídeo e música, os blogs servem mais como um relato elaborado, normalmente ligado ao cotidiano, com opiniões pessoais de seus autores fugindo pelo ladrão.

ou seja, o texto típico de um blog é a crônica.

o que não diz muito sobre mundo, pois é bastante óbvio. mas diz muito sobre as pretensões desse blogueiro.

PDA - Interpol

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Segunda-feira, Novembro 09, 2009

as glórias do Putardo Tarantino

Cães de Aluguel é o filme mais autoral; Pulp Fiction o melhor roteiro,; Um drink no inferno, o mais esquizofrênico; Jack Brown é o ponto baixo; Kill Bill 1, o mais divertido; Kill Bill 2, o mais bem dirigido; À prova de morte, a melhor trilha sonora. e o Bastardos inglórios o melhor resumo disso tudo. gRazie, Tarrantinou!

mas, não adianta, o filme que está ligado fudido à cultura pop é Pulp Fiction: camisetas, posteres e versões. abaixo, um tutorial de Google Wave e uma versão livre da violência explicíta:

bônus

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Quinta-feira, Novembro 05, 2009

sou a mosca a Zumbizar

curto muito histórias trash e, sobretudo, de zumbis.

pago pau pro George Romero, me entusiasmo com a HQ Mortos-vivos, rio com Zumbis Marvel e sempre lembro que o vsionário Zack Snyder já fez seu melhor filme, o Madrugada dos Mortos.

meu primeiro roteiro de filme é de um filme trash. aliás, esse roteiro é um punhado de rabiscos em uma folha de caderno no ano 2000, meio que um argumento malfeito. nada que nos impedisse de contar a triste história da estudante universitaria que matava pessoas pra vender seus órgãos para o mercado negro e pagar a faculdade. a pérola se chama O colecionador de órgãos (ou, em inglês, the invisible killer form the tomb).

a tristeza que perdemos a melhor piada do filme (essa do titulo - achou sem graça? é, magina o resto), porque esquecemos de por o título na hora da edição!

mas o que importa mesmo é o fabuloso trailler abaixo. mais que um trash é um terrir (terror + rir; sacou?)

ieba! vamo que vamo

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Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Ainda me lembro de algo

se bem me recordo, várias poostagens por aqui têm sido sobre o tema da recordação e da memória.

tem todo esse lado memorialista meio Proust (menos afetado - eu acho) que me ataca de vez em quando.

e 'atacar' é um verbo precioso nesses dias. veja só:

comprei um videogame a meses atrás; um PlayStation 2. na minha infância (e vêm lá a memória) os jogos continuavem na base do "não desligue isso por anda que eu volto amanhã pra gente 'eliminar' a fita" e da evolução suprema dos jogos até então, o password.

só que o tal do PlayStation (PS, pros íchegados) não tem password, nem continue; tem memory card. eu já sabia disso e comprei um no mesmo momento que empacotava o console.

toda vez que você quer dar uma de JACU-RABUDO (expressão beltronenese que designa algo como 'espertão' ou 'metido'), você quebra o jacu. comprei um memory card pirata.

essa pequena peça retangular de poucos centímetros quadrados é a memória do videogame. é ela que sabe por qual fase você já passou; é ela que diz quais são os níveis de poder e a somatório dos pontos.

e ela que dá pau.

já sofri dois ataques de perda de memória em menos de 6 meses.

daí fiquei pensando: e se a gente tivesse uma memoriazinha dessas? a gente ia poder literalmente trocar de memórias com alguém. mas a gente ia arriscar perder ela e não conseguir (óbvio) lembrar onde ela estava.

a gente também ia poder ficar com a memória dos que morrem. mas a gente ia descobrir que o neto preferido do Vô Tranquilo era o outro cara lá. mas, por outro lado, íamos saber do que a Michael Jackson morreu!

e, é claro, o tal memory card de gente daria pau, mais hora, menos hora. magine o tráfego de memory cards humanos, filas de pessoas no SUS tentando um novo memory card, a inundação do produto pirata no mercado negro.

não, acho melhor deixar tudo como está. mesmo que a gente não posso apagar alguma coisa, ou não lembrar direitinho de outras.

porém, um password pra recomeçar alguma fase seria de se pensar...

<i>Street spirit (fade out) - Radiohead</i>

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Terça-feira, Novembro 03, 2009

Whiteout (ou uaiteaute)

pois sexta fui lá, falei umas boabgens, fiz umas piadas sem graça e depois assinei uns livros: estava lançado em Curitiba o primeiro tomo com um texto meu a ser publicado no mundo.

mas eu queria falar da sessão de autógrafos.

que treco esquisito. ainda não sei porque alguém quer assinar um livro teórico. se eu fosse o Zé Mayer, sei lá. mas tem outra coisa: a parte que vem depois é fácil, um desenho que parece as letras do meu nome. mas e o que vem antes?

já tive branco uma vez numa palestra que eu dava no ensino médio. fui começar e                                 não sabia o que dizer. eu deveria explicar alguma coisa sobre a Segunda Guerra Mundial. mas no quadro tinha muitas datas e nenhuma ajuda.

já tive branco no meio de frases. reformulo: tenho brancos no meio de frases. pior: tenho brancos logo quando chamo alguém pra contar algo. entre o vocativo e a conquista da atenção uma pista de gelo se desenha em minha mente, com olhos outrem esperando por um sinal de informação.

já acordei de madrugada para escrever o livro mais revolucionário da literatura nacional e fiquei paralisado, vendo o cursorzinho piscar e ouvindo a ventuinha do computador.

pelo menos tinha um cursor se movendo. o que se escreve em um curto voto a alguém que resolveu comprar algo que você 1/6 escreveu?

deu branco. uaiteaute. se você desmaiar, é blecaute. no meu caso, foi só uaiteaute mesmo ou em casos mais graves, blencaute (blankout)  que nem branco tem pra ver, é só um monte de vazio.

ah, teve uma outra vez... que...

01 Faixa 1  
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Quinta-feira, Outubro 29, 2009

Minividas




quando criança eu não tive videogame (internamento em casa), nem bicicleta (externamento na rua); e o pior, sempre fui ruim de bola.

portanto, eu anêmico e algo autista me divertia com gibi e bonequinhos: os gibis me acompanham até hoje, embora tenham virado coisa de intelectual de lá pra cá - se chama graphic novels agora.

Quanto aos bonequinhos, eles ficaram em caixas, em um forte apache desmontado, na minha mochila, e em posições estratégicas. havia um sábio general e um planejador brilhante entre eles. havia, entre eles, tudo.

seres sob meu controle em um mundo meu, onde eu não tinha anemia, jogar bola não importava e meus desenhos eram fantásticos. todos eles me apoiavam e se aventuravam: dos plásticos de faroeste e super-heróis paralisados que eram estátuas vivas, aos gigantes que eram os bonecos semiarticulados do Rambo e do He-Man, passando, claro, pelos Comandos em Ação em armaduras de papel alumínio e polegares quebrados.

Todos aqueles bonequinhos (action figures é coisa de colecionador), dentro da meu quarto, representavam momentos de batalhas épicas exterrnas dentro da minha cabeça. Volta ao mundo em 80 quartos. vivi muito mais ali do que até hoje. o Cronotopo é um bicho estranho, seu Bakhtin.

Hoje, pelo menos há 16 anos sem mexer neles, sinto falta. e eles, devem sentir ainda mais falta da vida que levavam: bem guardados, rodaram Francisco Beltrão inteira, conheceram Curitiba e as autoestradas. mas o perigo maior sempre esteve na parte de cima do armário.

e, sabe, eles revivem mais um pouco na minha cabeça de quando em quando.

eu ajeitava com durex um bonequinho que perdeu o braço; um cara fraco ganhava poderes por causa de um trapo ao redor do pescoço ou de um pedaço de papel alumínio e cola; os vilões e os heróis eram caras conhecidos, e se escondiam na caixa de sapatos no meio do quarto.

acho que estou sempre manipulando bonequinhos etéreos da minha cabeça: e eles são um belo time! se um erra, logo o outro chega de Turbo Submarino; um mundo caótico organizado por mim e sob meu controle.

e no final, até quando os vilões ganham, eu ficava feliz.

hoje, com bem menos graça, invento outras coisas na cabeça. eu não sei se elas são legais pros outros, mas eu quase me divirto tanto quanto antes. agora os bonequinhos dormem no temido armário e contam as velhas histórias. acho que as ouço às vezes.

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Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Como ir de Curitiba até a USP?

Resolvi escrever algo útil, bicho raro na blogsfera. Útil no sentido de valor prático, no sentido de que a arte é inútil para Wilde.
 
A questão em questão é: como chegar na USP saindo de Curitiba?
 
Eu lembrei que tive infindas dificuldades pra descobrir isso e o que eu mais queria era achar um blog que em dissesse como fazer. Vamos lá:
 
Primeiro: pegue em Curitiba um ônibus da Cometa. Isso é importante. Não caia no golpe do ônibus golden da Itapemirim (já explico);
 
Segundo: chegue na porra do horário, porque senão você não vai lugar nenhum
 
Terceiro: leve a carteira de identidade e deixe o motorista ver.
 
Quarto: seja simpático com o motorista e fale que quer descer na praça perto da USP (decore bem a
palavra código ‘praça da USP’).
 
Quinto: durma no ônibus até umas 11 horas.
 
Sexto: quando o ônibus já estiver na área urbana de São Paulo, fique esperto. Passou pela Vital Brasil (é, um rua) você vai conversar com o motora, lá na cabine, pra não ter risco dele esquecer de você.
 
Sétimo: desça do ônibus e siga o fluxo. Você chegará a um dos portões da USP em 5 minutos de caminhada.
 
Oitava: pra voltar duas opções. OU Pegue o ônibus Jaçanã na frente do prédio da ECA e vá até o terminal Tietê. ATENÇÃO: em torno de 2 horas de ônibus. Leve um MP3 player; OU vá até o posto 2000 e pegue um Itapemirim (agora sim). veja com a empresa em quais horários o ônibus passa nesse posto (que fica na Francisco Moratto, 2300). Dá pra chegar lá de ônibus ou táxi. Eu ia a pé, porque sou mais aventureiro (40 minutos de sola).
 
Dirt road blues - Bob Dylan

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Terça-feira, Outubro 27, 2009

Esse negócio de manter um blogue atualizado não é fácil. aliás, só
atualizar é tranquilo. mete o trailer do Transformers e foi.

mas acontece que não acredito em filme sem roteiro. nem em colocar
qualquer caracter no espaço. o fundo deste blogue é branco e consome
energia da Terra. que seja por um bom motivo.

por outro lado, com a mudança de endereço - são só uns caracteres na
barra lá de cima, eu sei - dá uma vontade de escrever.

daí chega aqui e: branco (menos caracteres e mais enregia do
planetinha indo pro zebedeu).

pensando nisso, segue uma lista padrão de textos a fazer sempre que
você não souber que texto fazer:

- fale de alguma coisa que aconteceu no trânsito ou no ônibus; (se
você está em casa há quinzenas, invente);
- comente futebol (autoexplicativo);
- fale sobre o processo de escrever em blogues;
- comente de modo perspicaz um filme que você viu (repita clichês e
opiniões sem dó, mas se for com mau humor e ironia, as pessoas
gostam);
- reclame de serviços públicos (repita procedimento do item anterior).

há mais textos possíveis, mas esses aí bastam. outra lição de quem quer
escrever um pouco no blogue é que você deve escrever pouco. pense em caracter, não em caracteres.

ah, uma imagem ou uma música sempre são boas formas de mostrar quão
ligado a novas coisas você é.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Lançamento de livro (eu que fiz! eu que fiz!)

Sexta-feira, dia 30, 19 h, na Itiban.
 
bem, eu não fiz o livro. eu só escrevi um dos capítulos. de autores, éramos 6. no lançamento seremos 3.
 
diz o cartazinho que vai ter autógrafo.
pfffffffff!
 
 

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Terça-feira, Dezembro 09, 2008

Eu vou



e você, vai?








Terça-feira, Dezembro 02, 2008



ela não é linda?

Segunda-feira, Julho 28, 2008

Texto da Van

Da Van para o mundo, em .pdf


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Sábado, Março 01, 2008


Terça-feira, Maio 08, 2007

Mudei de blogue
 
meu blogue agora está no Tipos.
tenta lá:
 
 
Milky drops from heaven - Johnny Greenwood

Segunda-feira, Maio 07, 2007

Só papo de mestrado
 
reconheço que começaria a me repetir se estivesse freqüente nesse espaço.
mas ando (nado) tão ausente que mesmo o fato de sempre falar do mesmo já é novidade.
 
Qualifiquei minha dissertação na sexta:
observações pertinentes, algumas mudanças e alguas outras leituras.
 
a piada da semana é dizer que não sou mais umd esqualificado qualquer:
[hohohohoho MODE ON]
sou um qualificado qualquer!
[/hohohohoho MODE OFF]
 
Para amanhã, MP3 e os pequenos perdidos fora dos ouvidos!
 
Chão de estrelas - Mutantes